sexta-feira, 25 de março de 2011

"Os sentidos não enganam, o que engana é o juízo!" - Johann Wolfgang Von Goethe

Aos meus olhos, aos seus olhos...

Olhos, ah olhos miseráveis que contornam a rua.
De onde estou, ouço uma conversa zonza de dois tronxos sobre como apaixonar.
Sua voz me irrita, a minha também. Um piano esquizofrênico martela notas que se misturam aos motores. A promoção esta fria, não mais que os corações hoje. Tipos estranhos, não de todo o tipo, mas daquele, aparecem de todos os lados para chegarem ao mesmo lugar de onde saíram.
Olhos, ah, olhos miseráveis que constroem o mundo.
Não enxergam mais. São míopes, lúcidos e distantes. Por que não enxergam? Nunca enxergaram. Tem que ter os olhos do autor fechados para que, hipocritamente, vejam algo.
Os dois pioraram agora e parecem me dar razão. “Princesa, Lua, sonhos de conseguir uma companhia grátis por algum tempo”. Não quero mais ouvir sua voz, mas ela ecoa dentro de mim em pensamento. Não quero mais ouvir a minha também. O que há? Bom, lá vou eu! Um aceno está sendo demais pra mim Jeff... compartilhar as doses, as idéias, os sonhos e as frustrações.
Não quero mais vestir branco e sentir o meu abraço!
Olhos, ah olhos miseráveis que choram minhas provas...

(escrito por Christhiano "Khris" Zacareli 14/02/2001)